terça-feira, 6 de janeiro de 2026

“Lixão é transferido para perto de casas e moradores de Cajapió denunciam risco à saúde”

    



     Moradores de Cajapió estão denunciando a transferência de um lixão a céu aberto que antes ficava localizado na estrada que dá acesso à praia e que agora foi deslocado para uma área próxima às residências, passando a afetar diretamente famílias, crianças e idosos.

Segundo relatos da população, a retirada do lixão da estrada, área de maior circulação e visibilidade, não resolveu o problema do descarte irregular de lixo no município. Pelo contrário: a mudança apenas transferiu o impacto ambiental e social para outro ponto da cidade, desta vez em frente às casas de moradores, que convivem diariamente com mau cheiro, fumaça, insetos e risco à saúde.

A situação tem causado preocupação principalmente entre famílias com crianças pequenas e idosos, que são mais vulneráveis a problemas respiratórios, infecções e outras doenças relacionadas à exposição ao lixo e à queima de resíduos.

Diante do agravamento do problema, a população começou a denunciar a situação nas redes sociais e a mostrar o que, segundo eles, estaria sendo escondido. Vídeos divulgados pelos moradores evidenciam a proximidade do lixão com as residências e reforçam o pedido por uma solução definitiva.

Os moradores cobram da prefeitura medidas urgentes que respeitem a saúde pública, o meio ambiente e a dignidade das famílias atingidas.

Enquanto isso, a população segue mobilizada, pedindo providências e maior transparência, para que o problema do lixo em Cajapió seja tratado com responsabilidade, sem prejudicar ainda mais quem já convive diariamente com as consequências dessa situação.

domingo, 7 de dezembro de 2025

PAISAGENS NATURAIS, NOTÁVEIS E DE RARA BELEZA DA BAIXADA E LITORAL MARANHENSE

 


Sempre que viajo para a Baixada e Litoral Maranhense fico extasiado e encantado com as

paisagens naturais, notáveis e de rara beleza da Baixada e Litoral Maranhense. Recuando no

tempo, relembro o dia em que meu pai, João de Assunção Pinheiro, pequeno comerciante,

artesão de chapéus e rezador, levou-me pelos campos da Baixada Maranhense, a partir da

cidade de São Bento, no final do mês de dezembro de 1977, em um jipe por ele alugado

penetrei naquelas clareiras por estrada de terra, observando os lagos e as lagoas cheias de

gaivotas, guarás e outros pássaros típicos daquela alterosa região. Indaguei-me então porque

antes não havia ainda ido presenciar todo aquele acervo natural, talvez único em todo nosso

Estado do Maranhão, um relicário de todo o Brasil. Região pantanosa e de difícil acesso, ainda

com estradas precárias na época, especialmente, invernosa, quando dificilmente até mesmo

de cavalo (do qual peguei ainda uma queda e fique sem meu relógio), com vegetação bastante

variada de mangues, algodoais, andrequicéis, capinzais entrelaçados, por onde deslizam as

canoas de remo, com os pescadores ou embarcados para as mais distantes paragens com suas

ilhas, tesos, povoados de terras firmes. Realmente, só quem por ali anda presencialmente

pode sentir e descrever as emoções dessas paisagens maravilhosas e encantadoras de imagens

coloridas, transformadas em fotografias, vídeos ou mesmo filmagens, por intermédio de

equipamentos eletrônicos sofisticados, porque são cenários estonteantes de rara beleza e

encantamento natural sem igual. Posso dizer que essas paisagens naturais são únicas e

peculiares, atravessando os chamados campos que se iniciam em Perizes e chegam até Viana,

num corredor de imenso verde e muita água perene doce em mistura com a salgada da Baía

de São Marcos, com atrações fenomenais de pescado, em diversas espécies, curimatá, tarira,

branquinha etc., degustadas com farinha d´água e sucos de plantas nativas como mamão,

abricó, manga, caju, carambola e tantas outras de qualidade e sabor apreciável.

E assim quase sempre quando ia e voltava à Baixada e Litoral Maranhense sempre noticiava no

programa aos sábados levado ao ar na Radio Educadora do Maranhão, chamado “A Lei é para

Todos” (que durou 15 anos), ou então no “Destaque da Imprensa”, com a participação de

outros colegas jornalistas e radialistas, como Jersan Araújo (recentemente falecido, de São

João Batista, que chegou a ser vereador por aquele município), Jota Kerly (radialista e veterano

da radiodifusão proveniente de Pinheiro-MA), Nonato Reis (hoje célebre escritor, natural de

Viana, cujas obras tem descrito com genialidade seu torrão)) e Othelino Filho (ilustre jornalista

já falecido) e como também com maior frequência nas páginas do Jornal Pequeno, onde eu

narrava as peripécias das viagens por terra, mar e as vezes nos lombos de jumento,

verdadeiras jornadas, onde descrevia as aventuras por carro, de ônibus, de lancha e canoa, a

pé, montado as vezes a cavalo e em jumento, algumas delas em que enfrentava sacrifícios e

longas caminhadas, em estradas carroçáveis, poeirentas e piçarradas, lamacentas e

escorregadias, as vezes até obrigado a voltar do percurso pela impossibilidade de a viagem

continuar devido aos atoleiros, e assim utilizei nessa ocasião diversos títulos emblemáticos

como “Tributo de Amor-Saudade a Guimarães”, “Maranhão, de muitos problemas e poucas

soluções”, “Um lugar chamado Sororoca”, “Baixada: da lama ao asfalto“, “Recordações de

meu pai” e tantas outros artigos e reportagens publicadas sob o crivo da emoção e de

sentimentos de tentar fazer chegar às autoridades competentes e à opinião publica em geral o

grito dos baixadeiros e das comunidades do Litoral Norte do nosso Maranhão cansado de

guerras e combates, as vezes bem sucedidos e noutros nem tanto com derrotas, fracassos,


como vitórias e conquistas, sempre deploradas ou exaltadas, com suas festas sazonais do

calendário religioso ou momesco, como ladainhas, folguedos e bailes.

Tantas vezes me perguntei porque uma região tão rica e de tantas belezas naturais e recursos

alimentares, de potencial econômico como carnaúba, coqueiros, mandioca e tantas outras

frutas como carambola, manga, coco babaçu e da praia, de fauna riquíssima, como tatu, preá,

búfalo, porco, pato, galinha, preguiça etc, continuava abandonada, embora exaltada, por mim

e outros amigos e conterrâneos, cujo legado maior seria a falta de infraestrutura, hospitais,

escolas e postos de saúde, segurança pública, entretanto, deve-se ressaltar que daquele

período (1977) para cá houve progresso em se alcançar patamares melhores nesses requisitos

e a tendência é progredir cada vez mais até com asfaltamento e pavimentação de estradas,

com abertura de boas rodovias e até pontões modernos, ainda que a travessia de ferry-boat

continue ser a pedra no sapato dos baixadeiros e habitantes do Litoral Norte Maranhense.

Porém, nossa abordagem preferencial é sobre as paisagens miríficas de que dispõem a Baixada

e o Litoral Maranhense, dignas de figurar em qualquer almanaque ou amostragem de turismo

religioso, cultural, de lazer e recreação, como a Praia de Araoca, no município de Guimarães, a

de Itapeua, no Município de Cajapió, os rios e os lagos de Anajatuba, Vitória do Mearim,

Viana, Matinha, Cajari e Penalva, os portos da Raposa, em São João Batista, os campos e lagos

de São Bento, Bacurituba, Peri-mirim, Palmeirândia, São Vicente Ferrer, Pinheiro, Bequimão,

Central, Mirinzal, Cedral, Porto Rico, Serrano do Maranhão, Bacuri, Apicum-Açu e Cururupu,

esses últimos com seus mares piscosos e lencóis arenosos, igarapés, suas enseadas e praias

estonteantes e espetaculares, enfim, um relicário de belezas naturais, notáveis e de raridade

incomum.

Nesse aspecto, frise-se, que as imagens projetadas em qualquer ambiente cenográfico seria

difícil de representar a própria realidade das imagens sensacionais da Baixada e Litoral

Maranhense, que somente ao vivo é possível de desfrutar com toda a onda de mistérios e

sensações que envolve cada um desses lugares, espaços habitado por ribeirinhos, pescadores

e pessoas de atividades agrícolas, cuja a vida é de absoluta tranquilidade e qualidade sem par.

Cremos realmente em futuroso destino para a Baixada e Litoral Maranhense, por isso, essas

pequenas pinceladas de seus imensos recursos naturais, de sua beleza, dos encantos e

riquezas culturais ancestrais de sua boa gente nos levam a sentir que é um lugar abençoado

por Deus e lindo por natureza, e com certeza devemos preservar para as futuras gerações esse

legado que nos emociona e merece louvação à Deus por possui-lo e usufrui-lo aqui na Terra.

Preservá-lo é preciso!

*Texto da palestra a ser proferida no dia 04/12/2025, nos Diálogos Baixadeiros, seminário

realizado pelo Curso de História da Universidade Federal do Maranhão – UFMA

**Josemar Pinheiro, advogado, jornalista e radialista, graduado em Direito e Comunicação

Social (Habilitação em Jornalismo) pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA, ex-

professor de ambos cursos em que se habilitou, exerceu os cargos de Promotor de Justiça na

Comarca de Cândido Mendes-MA, Conselheiro da OAB-MA e Presidente da Comissão de

Direitos Humanos e membro da Comissão Nacional de Direitos do CFOAB (1990/94),

Procurador Geral do Município de São Luís, Secretário de Estado da Casa Civil do Maranhão

(2007/2010). Mestrando em Direito Público pelo convênio CEUMA-UFPE (1999/2000).

Fundador e ex-presidente da Sociedade dos Conterrâneos e Amigos de Cajapió – SCAC (há 36

anos) e editor de jornais periódicos que circularam em defesa e proteção da Baixada

Maranhense como “Gazeta da Baixada”, “O Caranguejo – berço de vida e fonte de





alimentação” e “Clamor da Hora Presente” e colaborador nos matutinos “Jornal Pequeno”, “O

Imparcial”, “O Debate” e “”Tribuna da Imprensa”, na cidade de São Luís-MA, assim como de

programas radiofônicos e televisivos na Radio Educadora, Rádio Timbira e TV Guará.

Atualmente é Delegado Representante do Sindicato dos Radialistas do Estado do Maranhão –






quinta-feira, 25 de setembro de 2025

SCAC fortalece laços com Cajapió no festejo de Nossa Senhora das Mercês

Conceição Mendoça
Benedito M Costa
e Padre Weliton

Mais uma vez, a fé e a tradição uniram conterrâneos em Cajapió. Nos dias 23 e 24 de setembro, a Sociedade dos Conterrâneos e Amigos de Cajapió (SCAC) esteve presente no festejo de Nossa Senhora das Mercês, padroeira do município. Os diretores Conceição Mendonça e Benedito Militão Costa representaram a entidade nesse momento de devoção e celebração comunitária.

A participação incluiu a missa campal na Praça da Matriz, no dia 23, e a emocionante procissão de encerramento, no dia 24, que reuniu centenas de fiéis em um verdadeiro testemunho de fé, além de encontro com o pároco da cidade, Pe. Weliton.
O festejo, que acontece de 15 a 24 de setembro, é um marco na vida religiosa e cultural da cidade. Durante os dias de programação, moradores e visitantes participam de peregrinações, missas, batizados e, por fim, da tradicional procissão que encerra a festa.
Fundada em 1996 e reativada em julho de 2024, a SCAC tem sede em São Luís, mas mantém viva sua ligação com Cajapió. A presença da entidade no festejo demonstra o compromisso de valorizar as tradições, apoiar a comunidade e fortalecer os laços entre os filhos da terra e seus amigos.



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